Como Organizar um Banquete Medieval: Dicas para Escolher os Melhores Pratos e Bebidas

1. Introdução

A cozinha medieval é um mundo fascinante e recheado de tradições culinárias que refletem as características e os costumes da época. Nos banquetes históricos , a comida não era apenas uma necessidade básica, mas também uma forma de demonstração de status, poder e riqueza. Eram graças grandiosas, celebradas com fartura, onde os mais variados pratos se misturavam com festividades e símbolos de nobreza. Carnes assadas, pães rústicos, sopas e tortas de diversos recheios eram servidos com pompa e luxo, em uma verdadeira celebração do convívio social. A cozinha medieval era marcada pela abundância, pela utilização de ingredientes frescos e conservados com técnicas que até hoje fascinam chefs e historiadores.

Objetivo do Artigo

O objetivo deste artigo é ajudá-lo a criar um banquete medieval autêntico com pratos típicos da cozinha medieval . Daremos dicas de como escolher as melhores receitas, ingredientes e técnicas para recriar os sabores e a atmosfera de um banquete medieval, mas de uma maneira prática e conveniente. Com algumas dicas, você poderá montar uma mesa de festa como nas grandes celebrações da Idade Média, sem precisar de um castelo ou de um corte nobre.

Contextualização

A culinária medieval evoluiu ao longo de séculos, mas um ponto em comum entre as diversas tradições culinárias da época era a ênfase na sazonalidade dos alimentos e no uso de técnicas de conservação que permitiam que os alimentos se mantivessem durante os meses mais frios, como defumação, secagem e marinados. Durante os banquetes medievais , a comida representava mais do que uma simples refeição: ela era uma manifestação cultural , um símbolo de status social e de conquistas militares. Esses banquetes foram realizados em grandes benefícios como casamentos, vitórias de batalhas ou festas de corte, e foram regados a pratos como carnes exóticas, pães frescos, ervas aromáticas e especiarias importadas.

Com o tempo, a cozinha medieval passou a influenciar muitas das tradições culinárias atuais, e ainda hoje é possível encontrar receitas que resgatam esses sabores e técnicas. A próxima parte deste artigo se dedicará a mostrar como você pode incorporar esses elementos em sua própria cozinha para criar um banquete medieval moderno e específico.

2. A Estrutura de um Banquete Medieval

Comida e Status Social

Nos banquetes medievais, a comida era mais do que apenas um meio para alimentar os convidados – ela servia como uma poderosa ferramenta de demonstração de status social . A nobreza desfrutava de pratos sofisticados, como carne de caça (como cervo, faisão e javali), pães refinados e pratos temperados com especiarias exóticas trazidas de terras distantes. Além disso, a carne era frequentemente servida de maneira elaborada, com apresentações que destacavam o prestígio da casa anfitriã. Para os camponeses , a comida era mais simples, composta por grãos , legumes e peixes locais, muitas vezes consumida em sopas ou cozidos. A carne era consumida de forma mais esporádica, com os pratos mais básicos e rústicos, que refletiam as condições de vida da classe trabalhadora.

O tipo de prato servido também variava de acordo com a época do ano. Durante os meses de caça, a nobreza podia se dar ao luxo de servir carne de caça fresca, enquanto os camponeses dependiam mais de preservação e conservação, utilizando carne seca ou salgada. Os banquetes, portanto, eram um reflexo direto da estratificação social da Idade Média, com as aulas mais altas desfrutando de uma maior diversidade e luxo de pratos.

O Ambiente e as Ocasiões

Os banquetes medievais não eram apenas momentos para se alimentar, mas também eventos sociais e culturais importantes. Casamentos , vitórias militares e festas de corte eram algumas das graças que justificavam a realização de banquetes grandiosos. Esses eventos não eram apenas sobre comida, mas também sobre mostrar o poder, a riqueza e o prestígio da pessoa ou família anfitriã. Além disso, os banquetes estavam intimamente ligados às estações do ano. Durante o inverno , pratos pesados ​​e ricos, como guisados ​​de carne , pães de centeio e tortas recheadas eram comuns, enquanto no verão , as refeições se tornavam mais leves, com maior ênfase em frutas frescas , saladas e peixes frescos ou defumados.

Outro elemento importante era o ambiente. Os banquetes medievais eram muitas vezes realizados em grandes salões de castelos ou grandes mansões , com mesas longas e adornos ricos, criando uma atmosfera de opulência. As mesas eram frequentemente dispostas de forma a refletir a posição social , com os membros de maior status posicionados mais reunidos aos convidados e em locais de honra.

Duração e Composição do Banquete

Um banquete medieval típico não era apenas uma refeição, mas um evento prolongado . Ele poderia durar horas e ser composto por múltiplos pratos servidos em várias etapas. A estrutura de um banquete medieval era dividida em três partes principais:

  1. Entradas : Os banquetes medievais começavam com uma série de entradas leves, muitas vezes compostas por pães , queijos , sopas e saladas . Também eram comuns entradas de peixe e pratos pequenos, como pastéis de carne ou empanados de caça.
  2. Pratos Principais : A seção principal do banquete era composta por grandes guisados ​​de carne de caça , como cervo , javali ou faisão , e peixes servidos com molhos complexos e temperos exóticos. Os pães e tortas recheadas também fizeram parte desses pratos. Era comum que os pratos fossem servidos em grandes porções, para serem compartilhados entre os convidados.
  3. Sobremesas : A sobremesa, frequentemente oferecida ao final do banquete, consiste em frutas frescas , tortas doces , pudins e doces feitos com mel e especiarias . O uso de frutas era especialmente comum nas estações mais quentes, quando ingredientes como maçãs, peras e frutas vermelhas estavam disponíveis.

Portanto, a estrutura de um banquete medieval reflete a complexidade da culinária medieval , variando de acordo com as estações, as aulas sociais e o evento em questão, oferecendo aos convidados uma experiência gastronômica completa, imersiva e rica em símbolos de status.

3. Pratos Principais Típicos da Cozinha Medieval

Carnes: A Importância das Carnes (como carne de caça, peru, pato, javali)

As carnes foram um dos principais componentes das refeições medievais, especialmente em banquetes . A carne de caça, como veado , javali , perdiz e faisão , era extremamente valorizada e servida em grandes porções. A caça representava um símbolo de status e riqueza , já que apenas as classes mais altas tinham acesso a ela com frequência. No entanto, as carnes mais comuns, como peru e pato , também eram servidas, especialmente em épocas festivas e em benefícios especiais.

Essas carnes eram frequentemente assadas, cozidas ou preparadas em guisados ​​e ensopados . As técnicas de preparo foram pensadas para realçar os sabores rústicos da carne, utilizando uma combinação de temperos como alecrim , tomilho , alho e vinho para intensificar o gosto. Além disso, a carne de caça era muitas vezes marinada por horas ou até dias, o que ajudava a amaciar a carne e a liberar sabores complexos.

Peixes e Mariscos: O Papel do Peixe e Frutos do Mar nas Celebrações, Especialmente nas Regiões Costeiras

O peixe e os mariscos desempenhavam um papel fundamental na dieta medieval, especialmente nas regiões costeiras , onde o acesso a esses alimentos era abundante. Salmão , truta , bacalhau e enguias eram comuns, e a defumação e a conservação de peixes eram técnicas muito usadas para garantir que houvesse abundância durante o ano todo.

Nos banquetes , os peixes eram muitas vezes preparados em assados ​​ou grelhados , ou ainda servidos em caldos e sopas robustas, como o caldo de peixe medieval . Em algumas regiões, os mariscos também eram um prato de prestígio, servidos em grandes bandejas , com uma variedade de frutos do mar frescos ou defumados. O uso de molhos ricos , feitos de vinho , alho e ervas, ajudava a enriquecer o sabor do peixe e dos mariscos, destacando o caráter festivo da refeição.

Guisados ​​e Ensopados: Receitas Robusta de Guisados, como Guisado de Veado e Ensopados de Porco, Comuns em Grandes Festas

Os guisados ​​e ensopados eram pratos típicos das refeições medievais, especialmente durante os banquetes . O guisado de veado , feito com carne de caça, ervas frescas e vinho , era um prato tradicional da nobreza, servido em grandes porções, acompanhado por pães rústicos e legumes .

Os ensopados de porco eram igualmente populares. O porco era uma carne mais acessível e sua gordura, que ajudava a cozinhar os legumes e a carne , conferia um sabor profundo e rico ao prato. O ensopado de porco medieval geralmente incluía feijão , ervilha , cenoura , e batatas , ingredientes facilmente acessíveis, que criavam uma refeição substancial e reconfortante, perfeita para eventos longos e festivos.

Além disso, os guisados ​​e ensopados eram cozidos lentamente em grandes caldeirões, permitindo que os sabores se misturassem, criando uma refeição nutritiva e chinesa, ideal para as grandes mesas do banquete.

Pratos Vegetais: Como Vegetais, Grãos e Sopas Eram Consumidos, e Como se Integravam nas Refeições Medievais

Embora as carnes fossem o centro das atenções nos banquetes, os vegetais e os grãos também desempenhavam um papel fundamental nas refeições medievais. Ervilhas , feijões , lentilhas e cebola eram amplamente consumidos, e muitas vezes usados ​​como acompanhamentos ou na base de sopas e caldos.

Os grãos como centeio , cevada e trigo eram fundamentais para a produção de pães e mingaus , com destaque para o pão de centeio e tortas de carne . As sopas eram especialmente populares, feitas com vegetais frescos ou secos , legumes, ervas e caldos. As sopas ricas e nutritivas, como a sopa de lentilhas medievais , eram pratos saborosos e baratos, acessíveis tanto para camponeses quanto para nobres, dependendo dos ingredientes.

Esses alimentos vegetais não apenas complementavam as carnes, mas também ajudavam a equilibrar as refeições, fornecendo fibras, vitaminas e outros nutrientes essenciais. Além disso, como os vegetais e grãos eram amplamente disponíveis e cultivados localmente, eles se tornaram uma base essencial na alimentação diária de toda a população medieval.

Os vegetais , especialmente os vegetais da estação , eram consumidos frescos ou conservados para o inverno, e sua importância nas festas era tão grande quanto às carnes e peixes. Eles eram preparados de formas simples, mas deliciosas, frequentemente cozidos ou assados ​​com ervas frescas e especiarias .

Esses pratos eram parte essencial da mesa medieval, trazendo sabor e cor à refeição, e refletindo a disponibilidade local e o ciclo das estações na dieta medieval.

4. A Importância dos Pães e Tortas na Cozinha Medieval

Pão Medieval: A Centralidade do Pão nas Refeições

O pão era um alimento essencial na cozinha medieval , com a sua presença garantida em quase todas as refeições, desde os banquetes de grandes castelos até às mesas mais simples das aldeias. Para os medievalistas, o pão não era apenas um alimento básico, mas uma representação de vida e sustento . O pão de centeio e o pão de trigo eram os mais comuns e, embora as técnicas de panificação não fossem tão refinadas como as que temos hoje, o pão medieval era amplamente apreciado pela natureza simples e robusta de sua preparação.

O pão de centeio era amplamente consumido, especialmente nas regiões onde o trigo não crescia bem. Ele era mais denso e escuro, com uma textura firme e um sabor levemente azedo devido à fermentação natural. Já o pão de trigo era mais macio e leve, sendo mais comum entre as classes mais altas. Nos banquetes medievais, o pão não era apenas um acompanhamento, mas frequentemente servido como base para outros pratos, sendo usado até para absorver os molhos e caldos.

Durante um banquete medieval, o pão poderia ser servido de diversas formas: pães simples para acompanhar os pratos principais, ou pães recheados com carnes ou frutos. Esses pagamentos tinham um papel simbólico também, representando abundância e a prosperidade . Era comum oferecer pão fresco e quente aos convidados, com pão duro sendo muitas vezes reaproveitado em sopas ou até em pratos principalmente como tortas .

Tortas e Empadas: Como as Tortas, Muitas Vezes Recheadas com Carnes ou Vegetais, Eram Uma Parte Importante da Mesa Medieval

As tortas eram uma das iguarias favoritas nos banquetes medievais. Tortas de carne , empadas recheadas com carnes de caça como javali e veado , ou com vegetais , eram preparadas com uma massa espessa e manteiga que envolvia uma rica mistura de ingredientes. A popularidade das tortas se deu pelas suas características e pela facilidade de transporte. Foi feito de forma que pudesse ser facilmente servido para um grande número de pessoas, uma característica essencial dos banquetes medievais.

A massa das tortas não era tão fina e delicada quanto a que vemos hoje, mas mais rústica e espessa , mais como uma cascata protetora que guardava os recheios. Esses recheios podiam ser tanto de carne de caça (como perdiz , faisão ou coelho ) quanto de vegetais, cogumelos , ervas frescas e frutos secos, o que proporcionava uma diversidade de sabores, dependendo da estação ou da classe social. Para as classes mais baixas, as tortas eram frequentemente feitas com ingredientes simples, como cebola , ervilhas e grãos .

As tortas de frutas também eram populares, como uma sobremesa ou um prato leve para finalizar uma refeição. As tortas de maçã ou tortas de frutas silvestres eram doces e aromáticas, recheadas com frutas frescas ou secas que eram adoçadas com mel ou açúcar . As tortas, com suas camadas de massa crocante e recheios ricos, acrescentavam uma sensação de opulência e satisfação ao banquete medieval.

Massas e Sobremesas: O Papel das Sobremesas, Incluindo Doces como Pastéis de Maçã ou Tortas de Frutas

As sobremesas na Idade Média, embora simples, não deixam de ser uma parte essencial da culinária dos banquetes. Massas doces e pastéis eram preparadas com ingredientes básicos como farinha, mel, frutas e nozes, sendo comumente consumidas no final de grandes refeições. As sobremesas eram muitas vezes simples, mas com o uso de especiarias como canela, cravo e noz-moscada, os pastéis ganhavam uma riqueza única que era muito apreciada.

Pastéis de maçã, preparados com maçãs frescas ou secas e uma camada leve de massa , eram uma sobremesa deliciosa e fácil de fazer. As maçãs eram temperadas com canela e açúcar (ou mel, conforme disponível), criando um sabor doce e picante que encantava os paladares dos banqueteiros. Além disso, as tortas de frutas com recheios de frutas da estação, como cerejas , amoras ou pêssegos, eram uma forma de apreciar os produtos sazonais e celebrar as colheitas.

Em muitos banquetes, as sobremesas também eram vistas como uma demonstração de generosidade e sofisticação , com tortas ornamentadas e pães doces sendo apresentadas como finalizações majestosas para a refeição. Ao contrário das sobremesas modernas, que costumam ser pequenas e delicadas, as sobremesas medievais eram frequentemente robustas e fartas , refletindo o espírito festivo das celebrações da época.

Esses pães e tortas , com seus vários formatos e recheios, eram mais do que simples acompanhamentos; eles eram um elemento central da experiência medieval, contribuindo para a opulência e sabor dos banquetes históricos. Além disso, mostravam as especificidades da culinária medieval, com a habilidade de criar pratos simples ou sofisticados dependendo da ocasião e da classe social.

5. Temperos e Ervas na Cozinha Medieval

Ervas Locais: O Uso de Ervas na Preparação de Carnes e Sopas
Na cozinha medieval, o uso de ervas frescas e secas era essencial para realçar os sabores dos pratos e também para fins de preservação e cura . Ervas locais como alecrim , tomilho , sálvia e manjericão eram frequentemente utilizadas em guisados , sopas , tortas e principalmente na preparação de carnes . Essas ervas não apenas acrescentam profundidade e complexidade ao sabor, mas também ajudavam a mascarar os sabores menos encontrados que poderiam surgir em alimentos mais envelhecidos ou conservados.

  • O Alecrim era frequentemente utilizado em carnes assadas, especialmente nas de caça , como javali , veado e perdiz , devido ao seu sabor forte e aromático, que harmonizava bem com a riqueza das carnes selvagens.
  • Tomilho , com seu sabor delicado e terroso, era outro favorito na preparação de sopas e ensopadas , ajudando a equilibrar os sabores mais pesados ​​das carnes.
  • Sálvia era uma erva versátil que não só aromatizava carnes, mas também era usada para temperar pães e até em pratos de queijo.
  • Manjericão, embora mais comum em regiões mais quentes da Europa, também fazia parte de algumas receitas, especialmente em sopas e pratos com vegetais frescos .

Essas ervas eram plantadas em jardins monásticos , em hortas particulares ou recolhidas da natureza, dependendo da localização e da classe social. Eles não só tinham o papel de acrescentar sabor , mas também de conferir propriedades medicinais , muito valorizadas na Idade Média.

Especiarias Exóticas: O Uso de Especiarias Importadas

Além das ervas locais, as especiarias exóticas desempenharam um papel fundamental na culinária medieval, especialmente entre as classes mais altas. Importadas através de rotas comerciais complexas , especiarias como canela , cravo-da-índia , pimenta e noz-moscada eram altamente valorizadas não só por seus sabores distintos, mas também pela reputação social que conferiam a quem as utilizava.

  • Canela era usada para temperar carnes , especialmente em pratos de porco e guisados . Seu sabor doce e picante também foi adicionado às sobremesas e tortas de frutas , proporcionando um toque exótico que era muito apreciado nos banquetes.
  • Cravo-da-índia , com seu sabor intenso e quente, era utilizado em marinadas para carne de caça e para dar sabor a caldos e sopas .
  • Pimenta , que era um tempero essencial para muitos pratos salgados e picantes, representava o luxo e a sofisticação nas mesas medievais. Os banquetes da nobreza, por exemplo, frequentemente apresentavam pratos onde a pimenta preta ou branca era usada generosamente.
  • Noz-moscada , mais rara e cara, também era usada para temperar pratos doces e salgados , especialmente em tortas , pudins e ensopados .

O uso dessas especiarias importadas era um sinal claro de riqueza e status social , e seu valor nas cortes e castelos medievais refletia a dificuldade de sua obtenção. Muitas vezes, essas especiarias eram conservadas em poções ou misturas de temperos , conhecidas como “quatre épices” , usadas para aromatizar ensopados , guisados ​​e pães recheados .

Métodos de Conservação: Como os Temperos Ajudam na Conservação dos Alimentos

Na Idade Média, antes da invenção de técnicas modernas de congelamento e refrigeração , a conservação dos alimentos era um grande desafio. O uso de sal , vinagre e temperos como alho , cebola , mostarda e ervas secas era fundamental para prolongar a vida útil dos alimentos, especialmente das carnes.

  • Salgar as carnes era um método comum de preservação, e especiarias como o cravo e a canela também ajudavam a prevenir o envelhecimento .
  • O vinagre era amplamente utilizado para fazer marinadas, não apenas para preservar carnes e vegetais , mas também para dar um toque de acidez aos pratos, equilibrando os sabores mais gordurosos e pesados ​​das carnes de caça.
  • As ervas secas , além de temperar, ajudavam a preservar o frescor dos alimentos e eram utilizadas em caldos e molhos , além de darem uma longa vida às carnes curadas.

Esses temperos e ervas não apenas intensificavam o sabor dos pratos, mas também desempenhavam um papel crucial na qualidade e duração dos alimentos, especialmente em uma época sem tecnologia moderna para preservação. A combinação de ingredientes frescos e especiarias exóticas reflete a sofisticação e a tradição culinária da cozinha medieval, influenciando o sabor e a preparação dos alimentos de forma rigorosa.

6. Como Escolher os Melhores Pratos para Seu Banquete Medieval

Escolha de Ingredientes: Selecionando Ingredientes Autênticos
Ao planejar um banquete medieval autêntico, a escolha dos ingredientes é crucial para criar uma refeição que realmente reflita os sabores e a atmosfera da época. Aqui estão algumas dicas sobre como selecionar os melhores ingredientes para pratos típicos:

  • Carnes Frescas : As carnes eram essenciais na cozinha medieval, especialmente carnes de caça , como cervo, javali, perdiz e faisão, que eram comuns nos banquetes da nobreza. Se não for possível obter carne de caça, considere usar carne de cordeiro , porco ou frango , que eram mais acessíveis para todos. Ao escolher a carne, opte por peças frescas e de boa qualidade, garantindo que elas sejam bem preparadas para capturar os sabores rústicos da época.
  • Ervas e Temperos : Para garantir um sabor autêntico, é importante usar ervas frescas ou secas, como alecrim , tomilho , sálvia , e manjericão . Essas ervas eram usadas para temperar carnes, sopas e ensopados. Além disso, especiarias exóticas , como canela , cravo-da-índia , e pimenta , podem ser utilizadas para recriar a riqueza dos banquetes da nobreza medieval. Prefira comprar temperos frescos ou orgânicos , se possível, para garantir uma experiência culinária mais próxima da original.
  • Pães Rústicos : O pão era uma parte fundamental das refeições medievais, muitas vezes feito com centeio , trigo ou até cevada . Busque pães artesanais ou pães rústicos , feitos de maneira tradicional, para capturar a textura e o sabor da época. Pães como pão de centeio ou pão de trigo integral são ótimos para complementar os pratos principais e acompanhamentos.

Equilibrando a Mesa: Criando uma Refeição Medieval Coesa
Ao planejar os pratos do seu banquete, é importante equilibrar os diferentes tipos de comida, criando uma refeição que represente a diversidade de pratos típicos da cozinha medieval. Para fazer isso de forma coesa, considere os seguintes pontos:

  • Pratos Principais : As carnes devem ser o foco central do seu banquete, seja em forma de guisados , assados ​​ou ensopados . Pense em pratos robustos como guisado de cervo ou javali assado , que trazem os sabores típicos de um banquete medieval. Combine com carne de caça , como perdiz ou pato , se desejar um cardápio mais diversificado.
  • Acompanhamentos : Os acompanhamentos devem complementar os pratos principais, sem sobrecarregar o paladar. Escolha vegetais assados ​​ou cozidos , como cenoura , beterraba , alho-poró , ou ervilha . Grãos , como arroz , cuscuz ou cevada , eram comuns nas refeições medievais e podem ser usados ​​para adicionar variedade. Não se esqueça dos pães rústicos e tortas , que eram servidos com frequência como parte de um banquete medieval.
  • Sobremesas : As sobremesas medievais não eram doces como as de hoje, mas muitas vezes incluíam frutas frescas ou cozidas, como maçãs , peras ou framboesas , em tortas e pastéis . Para dar um toque de sofisticação, considere fazer uma torta de maçã medieval ou um pudim de leite , ambos típicos das festas medievais.

Ajustando para o Paladar Moderno: Adaptações para Gostos Atuais
Embora a culinária medieval tenha uma riqueza única de sabores, o paladar moderno pode preferir menos gordura ou maior frescor nos pratos. Aqui estão algumas dicas sobre como ajustar as receitas medievais para torná-las mais compatíveis com os gostos contemporâneos:

  • Menos Gordura : Muitos pratos medievais eram preparados com gordura animal, mas você pode reduzir ou substituir por azeite de oliva ou manteiga clarificada para tornar o prato mais leve sem perder o sabor.
  • Menos Temperos Intensos : Se achar que as especiarias exóticas como canela e cravo-da-índia são muito fortes, ajuste as peças ou use alternativas mais suaves , como alho , alecrim ou tomilho , que ainda evocam a sensação medieval sem sobrecarregar o prato.
  • Refeições Vegetarianas ou Menos Pesadas : Se preferir banquete mais leve ou com opções vegetarianas, substitua as carnes pesadas por pratos baseados em grãos e vegetais . Uma sopa de cebola medieval , uma torta de legumes ou salada de folhas verdes com ervas frescas podem trazer um toque medieval sem pesar.

Com essas adaptações e escolhas cuidadosas de ingredientes, seu banquete medieval pode ser uma experiência culinária autêntica, equilibrada e adequada ao gosto moderno.

Conclusão


Montar um banquete medieval autêntico envolve escolher cuidadosamente os ingredientes, equilibrar os pratos principais, acompanhamentos e sobremesas, e utilizar temperos e técnicas de preparo que remontam à tradição culinária da Idade Média. Optar por carnes de caça, pães rústicos, tortas recheadas e pratos de legumes pode transformar sua mesa em um verdadeiro banquete medieval. Além disso, o uso de ervas frescas e especiarias exóticas, como canela e pimenta, traz o sabor robusto e complexo que era comum nas grandes celebrações da época.


Agora que você tem as dicas para montar um banquete medieval em sua própria casa, não há melhor momento do que o presente para se aventurar na cozinha e experimentar essas receitas. Traga à tona os sabores e as tradições da Idade Média e compartilhe a experiência com amigos e família. Ao criar esse banquete, você não só se conecta com o passado histórico, mas também oferece uma oportunidade de experimentar a riqueza cultural da época medieval, com adaptações que agradam aos paladares contemporâneos sem perder a essência.

Não tenha medo de experimentar e adaptar as receitas, criando um banquete único que combina o melhor da tradição medieval com as preferências modernas. Bom apetite!

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